Carta Coletiva de Compromissos aos candidatos das Eleições de 2010
Por uma mobilidade urbana mais racional e saudável, com menor dependência do automóvel.
Senhor Candidato,
Este documento é uma exposição de ideias para o setor de mobilidade urbana. As cidades com gestão moderna têm enfrentado o caos no trânsito com investimentos no transporte coletivo e no transporte não motorizado – por bicicleta e a pé, por exemplo.
Com mais de 1 milhão e 300 mil carros nas vias (média de 130 novos carros por dia), o Distrito Federal já sente os efeitos perversos da excessiva dependência do carro: congestionamentos frequentes, violência no trânsito e poluição. Para dar conta dessa frota motorizada excessiva, o DF se tornou um canteiro de obras viárias, com ampliação de vias e construção de túneis e viadutos. Para completar, o limite de velocidade em algumas vias foi aumentado e existem projetos viários para ampliar ainda mais o espaço aos carros, a exemplo das propostas de estacionamentos subterrâneos e de ampliação da ponte do Bragueto.
Em contraste com o investimento no transporte por carro, menos de 10% dos 600 km prometidos de ciclovias foram entregues. Faltam calçadas e outras melhorias aos pedestres e o transporte coletivo é reconhecidamente precário, caro e sem integração.
Entendemos que a capital do país e os centros urbanos brasileiros de forma geral precisam tomar outro rumo. O modelo rodoviarista – de incentivo aos carros – se esgotou. Hoje, sabe-se que as cidades devem abrir espaço às pessoas. Muitas cidades do exterior vêm convertendo o espaço dos carros em espaço de convivência, em espaço para circulação de pessoas. Essas cidades também investem em rotas cicláveis seguras, em corredores exclusivos de ônibus e integração intermodal (por exemplo, ônibus/metrô e bicicleta/ônibus).
Restringir o uso do automóvel e incentivar formas coletivas e não motorizadas de deslocamento significam investir em qualidade de vida, em saúde. Cidades agradáveis às caminhadas e pedaladas também incentivam o lazer e o turismo.
Já passou da hora de Brasília, capital tida como moderna, caminhar em direção à sustentabilidade. Seguem algumas orientações para termos uma cidade ambientalmente mais agradável e socialmente mais justa:
a) Implementar totalmente o Sistema Cicloviário do Distrito Federal, além de priorizar a construção de ciclovias em todo DF, de forma a incentivar o uso de bicicleta como meio de transporte.
b) Cumprir a legislação que garante incentivos aos modos coletivos e não motorizados de transporte;
c) Cancelar projetos que claramente visam a incentivar a exclusividade do transporte individual motorizado;
d) Rever os alargamentos de vias, criação de viadutos e ampliação de estacionamentos gratuitos;
e) Promover a integração intermodal. Ou seja, integrar ônibus, metrô e bicicleta;
f) Criar corredores exclusivos de ônibus nas principais vias, de forma a aumentar a eficiência do transporte coletivo;
g) Promover campanhas educativas voltadas à segurança e ao respeito aos ciclistas e pedestres, com ampla divulgação nos canais de comunicação;
h) Criar e manter um programa de formação permanente sobre a mobilidade urbana sustentável voltado a professores, autoridades, servidores dos órgãos responsáveis pelo setor de transporte no Distrito Federal (Departamento de Trânsito, Departamento de Estradas de Rodagem, Batalhão de Polícia de Trânsito e Secretaria de Transportes, entre outros);
i) Fiscalizar com rigor todos os tipos de infrações cometidas pelos motoristas, como estacionamento irregular e ameaça a ciclistas e pedestres, a exemplo das infrações previstas nos artigos 181, 193, 201, 214 e 220 do Código de Trânsito Brasileiro;
j) Aproveitar a realização da Copa 2014 em Brasília para trazer recursos a serem investidos em melhorias nos modais coletivos e não motorizados. Assim, haveria um legado pós-copa de melhoria da qualidade de vida e da mobilidade urbana em todo DF;
k) Adotar medidas de moderação de tráfego, a exemplo da redução do limite de velocidade nas vias. Medidas desse tipo incentivam o transporte não motorizado e aumentam a segurança no trânsito;
l) Instituir política de mobilidade voltada ao pedestre, com o objetivo de criar caminhos seguros, sombreados e acessíveis às pessoas com dificuldade de locomoção;
m) Incentivar o uso de bicicleta nos órgãos públicos e no setor privado, disponibilizando infraestrutura adequada (bicicletários, vestiários, chuveiros, armários, etc.);
n) Implantar policiamento comunitário feito de bicicleta;
o) Em razão do apelo turístico de Brasília, elaborar rotas cicláveis entre os principais pontos turísticos da cidade.
Esta Carta de Compromissos foi escrita com o apoio de diversas entidades que desejam uma cidade mais humana, com menos mortes no trânsito e maior qualidade de vida:
- AUTRANC - Associação de Usuários do Transporte Coletivo do DF
- Bicicleta Livre (UnB)
Por uma mobilidade urbana mais racional e saudável, com menor dependência do automóvel.
Senhor Candidato,
Este documento é uma exposição de ideias para o setor de mobilidade urbana. As cidades com gestão moderna têm enfrentado o caos no trânsito com investimentos no transporte coletivo e no transporte não motorizado – por bicicleta e a pé, por exemplo.
Com mais de 1 milhão e 300 mil carros nas vias (média de 130 novos carros por dia), o Distrito Federal já sente os efeitos perversos da excessiva dependência do carro: congestionamentos frequentes, violência no trânsito e poluição. Para dar conta dessa frota motorizada excessiva, o DF se tornou um canteiro de obras viárias, com ampliação de vias e construção de túneis e viadutos. Para completar, o limite de velocidade em algumas vias foi aumentado e existem projetos viários para ampliar ainda mais o espaço aos carros, a exemplo das propostas de estacionamentos subterrâneos e de ampliação da ponte do Bragueto.
Em contraste com o investimento no transporte por carro, menos de 10% dos 600 km prometidos de ciclovias foram entregues. Faltam calçadas e outras melhorias aos pedestres e o transporte coletivo é reconhecidamente precário, caro e sem integração.
Entendemos que a capital do país e os centros urbanos brasileiros de forma geral precisam tomar outro rumo. O modelo rodoviarista – de incentivo aos carros – se esgotou. Hoje, sabe-se que as cidades devem abrir espaço às pessoas. Muitas cidades do exterior vêm convertendo o espaço dos carros em espaço de convivência, em espaço para circulação de pessoas. Essas cidades também investem em rotas cicláveis seguras, em corredores exclusivos de ônibus e integração intermodal (por exemplo, ônibus/metrô e bicicleta/ônibus).
Restringir o uso do automóvel e incentivar formas coletivas e não motorizadas de deslocamento significam investir em qualidade de vida, em saúde. Cidades agradáveis às caminhadas e pedaladas também incentivam o lazer e o turismo.
Já passou da hora de Brasília, capital tida como moderna, caminhar em direção à sustentabilidade. Seguem algumas orientações para termos uma cidade ambientalmente mais agradável e socialmente mais justa:
a) Implementar totalmente o Sistema Cicloviário do Distrito Federal, além de priorizar a construção de ciclovias em todo DF, de forma a incentivar o uso de bicicleta como meio de transporte.
b) Cumprir a legislação que garante incentivos aos modos coletivos e não motorizados de transporte;
c) Cancelar projetos que claramente visam a incentivar a exclusividade do transporte individual motorizado;
d) Rever os alargamentos de vias, criação de viadutos e ampliação de estacionamentos gratuitos;
e) Promover a integração intermodal. Ou seja, integrar ônibus, metrô e bicicleta;
f) Criar corredores exclusivos de ônibus nas principais vias, de forma a aumentar a eficiência do transporte coletivo;
g) Promover campanhas educativas voltadas à segurança e ao respeito aos ciclistas e pedestres, com ampla divulgação nos canais de comunicação;
h) Criar e manter um programa de formação permanente sobre a mobilidade urbana sustentável voltado a professores, autoridades, servidores dos órgãos responsáveis pelo setor de transporte no Distrito Federal (Departamento de Trânsito, Departamento de Estradas de Rodagem, Batalhão de Polícia de Trânsito e Secretaria de Transportes, entre outros);
i) Fiscalizar com rigor todos os tipos de infrações cometidas pelos motoristas, como estacionamento irregular e ameaça a ciclistas e pedestres, a exemplo das infrações previstas nos artigos 181, 193, 201, 214 e 220 do Código de Trânsito Brasileiro;
j) Aproveitar a realização da Copa 2014 em Brasília para trazer recursos a serem investidos em melhorias nos modais coletivos e não motorizados. Assim, haveria um legado pós-copa de melhoria da qualidade de vida e da mobilidade urbana em todo DF;
k) Adotar medidas de moderação de tráfego, a exemplo da redução do limite de velocidade nas vias. Medidas desse tipo incentivam o transporte não motorizado e aumentam a segurança no trânsito;
l) Instituir política de mobilidade voltada ao pedestre, com o objetivo de criar caminhos seguros, sombreados e acessíveis às pessoas com dificuldade de locomoção;
m) Incentivar o uso de bicicleta nos órgãos públicos e no setor privado, disponibilizando infraestrutura adequada (bicicletários, vestiários, chuveiros, armários, etc.);
n) Implantar policiamento comunitário feito de bicicleta;
o) Em razão do apelo turístico de Brasília, elaborar rotas cicláveis entre os principais pontos turísticos da cidade.
Esta Carta de Compromissos foi escrita com o apoio de diversas entidades que desejam uma cidade mais humana, com menos mortes no trânsito e maior qualidade de vida:
- AUTRANC - Associação de Usuários do Transporte Coletivo do DF
- Bicicleta Livre (UnB)
- Brasília Cidade Verde
- CUT / DF - Central Única dos Trabalhadores
- DCE / UnB
- Fórum de ONG´s Ambientalistas do DF
- IPOEMA
- Movimento Brasília Sempre Viva
- Rodas da Paz
- Sociedade das Bicicletas
- União Planetária
Caso seja eleito, comprometo-me a buscar melhorias na cidade e observar as recomendações referentes à mobilidade urbana sustentável.
Brasília, 22 de setembro de 2010.
QUERO APOIAR ESTA LUTA:
Cidadão
Entidade
Candidato